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O que é Bitcoin?

Bitcoin


O Bitcoin (BTC) é a primeira cripto moeda e foi criada em 2008. Hoje, apesar de existirem inúmeras outras moedas, ela continua a ter um forte domínio no mercado.
O nome Bitcoin surgiu quando foi feito o registro do domínio “bitcoin.org” e no início de 2009 nasceu verdadeiramente o primeiro Bitcoin, minerado pelo seu mítico criador Satoshi Nakamoto.

Quem é Satoshi Nakamoto?

Apesar das várias teorias, a resposta é simples: ninguém sabe!
Satoshi Nakamoto, pseudônimo japonês, inicialmente representava uma pessoa anônima ou um grupo de pessoas que criou o protocolo original do bitcoin em 2008. Além do próprio bitcoin, nenhuma outra referência a essa identidade foi encontrada. Seu envolvimento no protocolo original parece ter se encerrado em meados de 2010. Antes de seu “desaparecimento”, Nakamoto mantinha-se ativo, tanto postando informações técnicas no fórum BitcoinTalk, quanto modificando a rede bitcoin. Sendo responsável por criar a maior parte do protocolo, aceitando raras contribuições de terceiros. Em abril de 2011, Satoshi informou a um colaborador do bitcoin que teria “partido para novas coisas”. (Davis, Joshua em outubro de 2011 / The Crypto-Currency da The New Yorker. Consultado em 16 de fevereiro de 2013).

Vários jornais, como o The New Yorker, Fast Company e Newsweek investigaram a verdadeira identidade de Satoshi Nakamoto. A Fast Company insinuou haver uma ligação entre uma patente de criptografia requisitada por Neal King, Vladimir Oksman e Charles Bry no dia 15 de agosto de 2008 e o registro do domínio bitcoin.org, feito 72 horas depois. O pedido de patente (Updating and Distributing Encryption Keys – patent.ipexl.com) contém tecnologia similar a do bitcoin. Ao menos uma frase idêntica foi encontrada tanto no pedido de patente quanto no documento descrevendo o bitcoin. Os três homens envolvidos na petição de patente negaram explicitamente a especulação. Desde então, muitas teorias foram levantadas sobre a identidade de Satoshi Nakamoto, mas até o momento, não se tem confirmação do verdadeiro criador deste maravilhosa tecnologia.

A história do Bitcoin

De 2011 a 2012, a cripto moeda foi usada principalmente em mercados negros como o Silk Road. Nesse mercado em particular, foram transacionados 9,9 milhões de bitcoins, o equivalente a 214 milhões de dólares à época. No mesmo ano, o preço variou de 30 centavos de dólar por bitcoin, até 31,50 dólares por bitcoin. Em setembro de 2012, a Bitcoin Foundation foi fundada, com o objetivo de promover o desenvolvimento do protocolo. Desde seu surgimento, esta cripto moeda descentralizada ou dinheiro eletrônico para transações ponto-a-ponto (peer-to-peer electronic cash system), vem se tornando uma alternativa para muitos. A volatilidade deste ativo é gigantesca, o que atrai ou repele muita gente.

Olhar para as circunstâncias do nascimento do Bitcoin, nos permite compreender a visão que levou ao nascimento dessa cripto moeda ambiciosa. As origens do BTC nos fazem voltar ao tempo em que a crise econômica mundial de 2008, impactou o mundo todo com consequências devastadoras. Uma das grandes razões que motivou a crise, foi uma péssima gestão financeira por parte de grandes instituições bancárias. Juntamente com os Governos, são responsáveis por controlar as variáveis que formam a economia global. Um sentimento generalizado de que, teria de existir um sistema diferente, independente dos poderes instalados, motivou em grande parte o aparecimento da primeira cripto moeda e os interessados em expandir essa ideia. As novidades trazidas pelo Bitcoin foram absolutamente revolucionárias. Ainda hoje, países e grandes empresas tentam descobrir como se aproveitarem de todo o seu potencial, já reconhecido por grandes especialistas do setor tecnológico.

“O Bitcoin é um feito tecnológico incrível.” Bill Gates, co-fundador da Microsoft

Para uma compreensão mais profunda sobre os fundamentos do Bitcoin, no seu artigo “Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System”, Nakamoto descreve em 8 páginas as principais caraterísticas técnicas da moeda.

Bitcoin, uma moeda descentralizada

Para facilitar a compreensão, usamos uma analogia simples: pode pensar que a blockchain está para o Bitcoin como as estradas estão para os carros.
É através do blockchain que o Bitcoin é a primeira moeda distribuída por todos os usuários, não depende de nenhuma entidade central para garantir sua integridade como meio de reserva ou como transação de valor. Abaixo uma ilustração de como funciona cada rede, na representação, os usuários são os pontos:

O Bitcoin não é controlada por bancos ou por governos. Esse controle é feito pela blockchain, a rede responsável pelo seu funcionamento, cuja manutenção é assegurada pelos próprios usuários, chamados nós da rede. A gestão da blockchain é feita de acordo com fundamentos científicos dos campos da informática, economia, matemática e da própria criptografia. Ao contrário do dinheiro, não é possível criar mais Bitcoins além daqueles que estão programados para existir. Hoje em dia, já estão em circulação mais de 18.308.562 BTC. (coinmarketcap.com contém informações do mercado de cripto ativos). O máximo de Bitcoins que alguma vez poderá existir, são 21.000.000 de BTC, um número que estimam que será atingido no ano de 2140. A criação de novos Bitcoins são obtidas por meio de um processo conhecido como mineração. O fato de o número de Bitcoins serem limitados, faz com que, teoricamente, o seu valor venha a ser cada vez maior, assumindo que a procura também aumente.

Mineração do Bitcoin

A rede Bitcoin cria e distribui um novo lote de bitcoins aproximadamente 6 vezes por hora aleatoriamente entre participantes que estão rodando o programa de mineração de cripto moedas, onde qualquer participante minerador tem a chance de ganhar um lote. O ato de gerar bitcoins é comumente chamado de “minerar” em referência a “mineração do ouro”. A probabilidade de um certo minerador ganhar um lote, depende do poder de processamento computacional com que ele contribui para a rede Bitcoin em relação aos outros. A quantia de bitcoins geradas por lote nunca passa de 50 BTC, e esse valor está programado no protocolo bitcoin para diminuir com o passar do tempo, de modo que o total de bitcoins gerados nunca ultrapasse 21 milhões de unidades BTC. Com a redução desse prêmio, espera-se que a motivação para se rodar nó gerador (computador executando um programa de mineração) mudará para o recebimento de taxas de transação. No caso do Bitcoin, o algoritmo utilizado no emprego do sistema de prova-de-trabalho é o SHA-256.

Todos os nós mineradores da rede, disputam para ser o primeiro a achar uma solução do desafio criptográfico envolvendo seu bloco candidato na blockchain, um problema que requer poder computacional e repetidas tentativas para ser resolvido. Quando um nó encontra tal solução criptográfica, anuncia aos demais nós da rede e reivindica um prêmio em bitcoins. Ao receber um bloco recém resolvido, validam-no e o adicionam na cadeia de blocos do blockchain. Mineradores também podem se juntar em grupos de mineração (conhecidos como “pools” em inglês) e minerar coletivamente. Em 4 de Agosto de 2018, a taxa hash do Bitcoin atingiu o marco de 52 trilhões de hashes por segundo, um número nunca visto antes. O recorde anterior foi atingido em Junho de 2018, com 40 trilhões de hashes por segundo.

Segurança e Transparência

A blockchain permite aos utilizadores da tecnologia, efetuarem transações entre si, sem que sejam registradas por qualquer entidade.
Suponha que uma pessoa A possua 4 BTC e outra pessoa B tenha 1 BTC. Essas informações ficam armazenadas na blockchain.
Se A transferir 1 BTC para B, por matemática simples, sabemos que:
o A ficará com 3 BTC;
o B ficará com 2 BTC.

A informação das transferências como o saldo de ambos, será atualizada de forma sincronizada em todos os arquivos da rede. Essa atualização é feita em todos os registros, armazenados em todos os dispositivos da blockchain do Bitcoin. Isso é revolucionário porque, sem qualquer supervisão de uma entidade central, temos a certeza de que a A e B não conseguem falsificar os dados das transações para benefício próprio. Agora você pode estar pensando: “E a segurança e a transparência?” A blockchain garante essas características para todas as transações a partir do momento em que ficam registradas exatamente nos mesmos parâmetros em todos os arquivos (blocos) da rede. Quando existe alguma incoerência entre os arquivos, a transação é rejeitada. É a atual democracia financeira. A blockchain aplicada ao Bitcoin é quase como um livro de contabilidade gigante em que todos podem participar.
A tecnologia nos fornece:
o A facilidade de realizar transações entre fronteiras a baixo custo e com rapidez, independentemente do valor transacionado;
o O fato de poder servir como uma reserva de valor digital (como se fosse uma espécie de ouro digital).
o As transações de Bitcoin não são reversíveis, como não são controladas por nenhuma entidade central, uma vez feita, é impossível modificar uma transação.

Pode parecer uma desvantagem, mas graças a isso é impossível adulterar qualquer transação na rede, tornando o mecanismo seguro e confiável. A primeira cripto moeda, já revolucionou a vida de quem não ignora este conhecimento. Os usuários desta tecnologia perceberam que são seu próprio banco, estando responsável pelo próprio dinheiro que esta sob sua posse a qualquer hora e lugar e sem limite de valor, dias e horas para funcionar. Isso me parecer ser uma revolução democrática financeira de verdade. Impacta tanto que boa parte de bancos e governos são contrários à essa “liberdade”.

Texto: Ignez Aranha



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